ILHA DE PÁSCOA

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Que tal visitar a ilha habitada mais isolado do mundo? E essa ilha tiver mais de 800 estátuas de pedras gigantes de até 10 metros de altura e 80 toneladas? E se até hoje habitantes e historiadores ainda não conseguiram explicar como elas saíram do local onde eram esculpidas e foram espalhadas pela ilha toda? Esses são apenas alguns dos fatos curiosos que tornam Rapa Nui o lugar mais fascinante e extasiante que já visitei.

Há quem diga (meu pai, por exemplo!) que lá é o território dos alienígenas na Terra, mas passei uma semana na ilha e não conheci nenhum E.T., então garanto que é seguro! Mas ok, concordo que tem muitas coisas estranhas nessa Ilha vulcânica, a começar pelo formato, que visto de cima, é um triangulo perfeito com 1 vulcão em cada uma das 3 pontas. A parte maior mede 24km e as outras menores: 11km e 12km, resultando em um área de 163km². Ah, todos os vulcões estão inativos. Tecnicamente, a ilha se formou devido às erupções individuais de cada vulcão.

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Localizada na Polinésia, cerca de 3,7 mil Km da costa do Chile. Recebeu esse nome quando o explorador holandês Jacob Roggeveen atracou no local em um domingo de Páscoa, em 5 de abril de 1722. Era chamada pelo povo local de Rapa Nui.

Não se sabe ao certo a data de ocupação da Ilha, mas cientistas sugerem que a chegada foi por volta de 900 d.c. por polinésios vindo de outras ilhas da região. Porém, com o tempo, muitos polinésios vieram para a Ilha e houve um crescimento populacional. Estimasse que em determinado momento eram 15 mil pessoas.

A ilha passou por uma fase de desmatamento, que muitos historiadores divergem sobre a real causa, mas entre as possibilidades estão: o crescimento populacional desenfreado, o uso da madeira para produzir canoas, fogueiras e o fogo necessário para alimentação, além do uso para o transporte dos Moais do local de onde eram produzidos (vulcão Rano Raraku) ao vilarejo determinado e até a infestação de ratos.

Até essa fase, Rapa Nui era governada por uma única pessoa, descendentes diretos do primeiro colonizador da ilha (Hotu Matu’a) e a ilha era dividida em vilas e clãs familiares. O ponto mais importante de cada vila era o centro cerimonial compostos de um altar, o Ahu, sobre o qual os moais ficavam.

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Porém, a superpolução e diminuição dos recursos naturais acarretaram na instabilidade social da ilha e nesse período iniciaram as guerras, encerrando o período de governança dos descendentes de Hotu Matu’a e iniciando a cultura do Birdman (Homem-pássaro).

A ilha foi administrada dessa maneira até a primeiro europeu (Jacob Roggeveen) chegar lá em 1722, registrando uma população de 2 a 3 mil pessoas, concentrados na capital Hanga Roa. Nesse período algumas embarcações se aproximaram da ilha, mas sem grande envolvimento.

Foi no século 19 que maiores problemas começaram a acontecer. Peruanos sequestraram e transformaram em escravos quase metade da população e, quando devolveram os poucos sobreviventes a ilha, muitas doenças foram junto, matando aqueles que estavam a salvo na ilha. Além disso houve também a tuberculose foi trazida pelos missionários europeus, responsáveis por implantar o catolicismo à população. Restaram apenas 100 nativos sobreviventes.

Após um tratado polêmico, em 1888, a ilha foi anexada ao território chileno. No entanto, quando os locais estavam conseguindo se restabelecer, Chile alugou a maior parte da ilha para uma empresa escocesa, para criação de ovelha. Em 1966 finalmente os nativos tiveram sua ilha de volta.

O ponto é que todos esses fatos, bem como toda história da ilha e do povo, ainda tem muitas falhas, falta de explicações e teorias diferentes. Todos esses acontecimentos acima ainda geram muito debate. Mas, sem duvida, as melhores lendas e versões são contadas pelos locais, que têm muito orgulho de ressaltar que tudo que sabem, foi contado pelos avós e ancestrais.

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