Charuto e Cigarro – Vício ou prazer, riqueza ou ostentação?

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Em uma conversa sobre charuto, principalmente se envolver pessoas que não o apreciam, surgem perguntas como: “mas charuto não faz mal igual ao cigarro?”, “quantos charutos você fuma por dia?”, “você traga?”… As dúvidas sobre as diferenças entre charuto e cigarro são muito comuns.

É muito difícil falar desse assunto sem entrar no mérito “saúde”. Há quem diga que o charuto é menos prejudicial porque é feito de tabaco puro ao passo que o cigarro tem inúmeros aditivos químicos, além do papel que envolve o fumo picado. Adicionalmente a maioria dos fumantes de charuto não tragam e, portanto, a fumaça não vai para os pulmões. Os que defendem o cigarro argumentam que a nicotina originaria do tabaco é mais presente no charuto e que o filtro (presente apenas no cigarro) ameniza a fumaça que vai para a boca.

O fato é que ambos são nocivos a saúde, porém, no meu ponto de vista (e que fique claro que essa é a minha opinião e não quer dizer que estou certa), o consumo e hábito deles são muito diferente. O do cigarro geralmente está associado à uma dependência ou vício, que ocasiona um consumo maior e mais constante do que o charuto, que está ligado a um ritual social, a um momento de prazer e relaxamento ou até de ostentação.

Apesar de ter um teor maior de nicotina e muitos estudos indicarem essa substância como a responsável pelo vicio do tabaco, nunca conheci alguém viciado em charuto. Charuto para mim não está relacionado ao luxo, ostentação e riqueza…e sim, ao sabor, a cultura, tradição e história de um hábito que vem de longa data.

Eu nunca fumei cigarro, não critico quem o faz, mas o meu prazer é o charuto e é disso que pretendo escrever nesse blog.

 

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